PARANOIA

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Toma conta de mim, que eu tomo conta do mundo.


Prefiro a paz da quietude ao caos da felicidade

-Rasquei as cartas de tarô. Elas já não me fazem falta, obviamente.
-De fato que elas não eram minhas, mas é que as vezes sinto falta de coisas que não me pertencem…

Não sei se vale a pena
Todo esse sacrifício
De ser triste para se tornar feliz no final
Afinal, nós já não estamos no fim?

Mas é que a novidade
Eu encaro de olhos fechados e boca bem aberta
Que é pra sentir a intensidade do gosto
E não almejo o final
Eu quero é o meio, onde fica o recheio da vida!


Amadorismo, Lapso & Psicodelia – 02/06/12

Durante toda a viagem, refleti em que consistia ser um expectador da minha própria história. Imaginei que seria como assistir a um filme sem classificação, nem gênero. O fato é que a tal narrativa nada-fabulosa não fazia sentido, muito menos razão para ser referida. Se tratava de um filme trash (lixo) e eu, ao invés de protagonizá-lo, não possuía rosto, não possuía fala e não era especial. Talvez eu fosse um figurante ou até mesmo parte do cenário inanimado, sem resquícios viscerais e muito menos importância. Talvez eu não existisse…

De repente, me avistei em uma montanha-russa, descendo e subindo, como as variações do meu humor e, logo uma serie de vertigens se apossaram de mim. Foi neste instante que percebi que mais uma vez eu estava em devaneio e, prestes a denominar o motivo: FOBIA SOCIAL. Parece assustoso, não? Dentro de você, é ainda pior. Mesmo medicado,um sociofóbico tem pavor de concretizar tarefas simples e consideravelmente comuns.

Porém não se deve subestimar suas limitações somente por que você as conhece. Isso não as torna inofensivas.  O fato é que você sempre saberá contra quem estará lutando. É uma guerra constante e você sabe que se não matar o leão da vez, ele te mata. Eu já perdi a conta de quantas vezes eu fui derrotado. Hoje foi um desses dias. O lítio foi o meu aliado da vez, gerando apenas laconismo por fora. Por dentro, tristeza, desespero, medo, paranoia, obsessividade e angústia me assombravam a alma.


Desfragmentação sob Melancolia, Vícios e Balelas

Divaguei por entre os livros, os quadros e o violão
Após uma tentativa frustrada de tocar uma canção do Coldplay
Debrucei-me sobre a janela do quarto de escrever
Para fumar um cigarro
E vivi, só.
Por um momento, intenso e só
Adoro meus momentos comigo mesmo!
Consigo ouvir meus pensamentos
Organizar minhas ideias
E fortalecer os meus ideais
Na verdade, eu vivo inventando maneiras de escapar
De tudo o que me suga energia demais.
Me sinto cada vez mais sem vida
Preso a um universo superextraordinário
Onde a excessividade e o exagero são de praxe

(Hoje) Eu vim da rua,
Eu vi pessoas
Caminhei por entre corpos desconhecidos
E não olhei no rosto de nenhum deles.
Tenho medo do que posso absorver
Ao encarar um desconhecido na rua
Já que acredito na troca de energia e de vibração
No entanto, meu medo maior é a minha transparência.
Me sinto nu quando alguém me olha nos olhos
Como se meus segredos mais íntimos e meus pensamentos mais sórdidos
Entretecem uma plateia sedenta por horror e vergonha
Que assiste a tudo através desses olhos, vermelhos e obcecados.
E ri.
Por isso que odeio gente que ri atoa, sem motivo aparente

De volta ao quarto,
Nostálgico daquela tristeza toda
Que antes me era agressora,
E, como se apaixonado pela minha própria dor,
Me dividi em vários, subitamente.
De repente sou o pássaro que voa no fim de tarde
Sou o silêncio de uma noite escura
Uma onda que, sorrateiramente, em pedra colide
Sou a lágrima que cai
Sou o ar, tão necessário e tão discreto
Sou um personagem, que vive em mundo paralelo
Um andarilho sem rumo
Sou a puta da esquina
A sensibilidade em flor
Sou amargura em pessoa


Excelentíssimo Equinócio Vernal

Bem, já passa das 2 h da manhã de mais uma segunda-feira massenta e o início do outono me anima por demais! Não só por que eu vivo em um estado onde o verão é quase como um deus e as pessoas o cultuam num ritual barulhento e irritante com pouca roupa chamado carnaval, mas também por que eu me sinto mais disposto em climas menos quentes e minha pressão arterial pede licença na brincadeira de pique-baixo.

O fato é que hoje é dia de branco e não é só por que é segunda-feira e sim por que eu tive uma luz (não, eu não dei a luz), eu resolvi por em prática o ato de “pensar corretamente”, técnica que aprendi a algumas horas folheando um livro do mago Paulo Coelho.

Comecei fazendo um planejamento de tarefas diário (é, eu sei, essa idéia nem é tão boa assim, mas pode ser muito produtiva se levada a sério). Você deve estar se perguntando “mas, pra que diabos este ser está fazendo uma listinha de coisas a fazer?”. A resposta é simples: Melhoramento de qualidade de saúde física, mental e estética também, é claro.

Sabe quando você se olha no espelho, toma um susto e percebe que precisa mudar alguma coisa? Não? Ah fala sério, qual o seu grau de miopia? De qualquer forma, eu acho que regras, horários e tarefas só ajudam a criar-se um pouco de disciplina.

Espero que este verão leve junto com ele todo o ócio improdutivo e que minha disposição seja criativa o bastante para resultar numa metamorfose.


Olá, mundo!

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